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A análise dos rastros deixados por um animal é uma das formas mais antigas de se acompanhar seu dia a dia e aprender sobre seu comportamento. É usado desde quando os primeiros hominídeos caçavam os animais para se alimentar.

Pesquisadores do mundo inteiro, ainda no presente, baseiam seus estudos nas pegadas deixadas pelos animais. E hoje a tecnologia auxilia também. Com uma foto de uma pegada, um pesquisador pode descobrir qual o indivíduo que a deixou ali. Para isso detalhes sobre as medidas dos dedos, almofadas, distâncias entre eles, entre outras composições devem ser computadas anteriormente.

E tais detalhes são destaques nas marcas deixadas pelos lobos-guarás. E a estrutura de suas patas refletem seus hábitos de andarilho.

Os lobos são digitígrados, ou seja se apoiam principalmente nos dedos para caminhar. Por isso precisam de grande amortecimento nos dedos.

Desta forma o lobo-guará possuem 5 dedos nas patas anteriores (sendo um vestigial como nos cães domésticos) com grandes almofadas praticamente do mesmo tamanho da almofada da palma. Os dois dedos centrais são ligados na base por uma membrana. A almofada é triangular e absorve o impacto de forma secundária. Possuem também unhas grandes e grossas que ajudam a correr ou arrancar quando necessário. As patas traseiras possuem 4 dedos. São um pouco mais estreitas que as patas anteriores e os dedos um pouco menores.

As pegadas refletem essa anatomia: Impressão dos dedos grandes em forma de gota, na maioria das vezes unidos na base, e mostrando somente a ponta das unhas. As almofadas as vezes aparecem somente em uma ponta triangular principalmente nas patas da frente.