O Lobo-Guará

Características e Status na natureza.

Características

O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é o maior canídeo da América do Sul.

O corpo é laranja-avermelhado, com uma crina negra que varia de tamanho. As patas são negras, como se estivessem com meias que às vezes vão até o cotovelo, às vezes pouco menor, às vezes é maior; as traseiras possuem meias escuras mais curtas. O focinho também é negro. A ponta do rabo, a garganta e o interior das orelhas são brancos.

Os filhotes possuem coloração diferente até aproximadamente 6 meses. Nascem pretinhos, com a ponta da cauda branca, e vão adquirindo coloração parda já no primeiro mês de vida. À medida que o corpo vai ficando mais claro, focinho, patas e dorso se mantém escuros. Aos 7 meses já começam a apresentar a coloração de um lobo adulto. Aos 9 para 10 meses, atingem o porte de adulto, apesar de ainda serem jovens.

A coloração do corpo, cauda, e membros, é um identificador individual. Lobos têm diferenças marcantes nestas marcas (negras e brancas). Esta composição de cores ajuda na comunicação entre indivíduos e na camuflagem, para se proteger contra predadores e se tornar invisível durante as caçadas.

Possui as patas longas para auxiliar nos grandes deslocamentos pelos ambientes abertos e capim alto das savanas. As patas auxiliam também no momento da caça (em saltos altos). As orelhas funcionam como amplificadores e movem-se constantemente para captar melhor os sons, por mínimos que sejam (de ratinhos, aves terrestres, sapos). Desta forma, para a busca de comida e presas, confia principalmente na audição e olfato excelentes.

O lobo-guará é considerado Vulnerável (VU) na última avaliação nacional (Paula et al. 2013), no Estado do Paraná (Paraná 2010), no Estado de Minas Gerais (COPAM 2010), e no Estado de São Paulo (Bressan et al. 2009). No Rio Grande do Sul, a espécie é considerada Criticamente Ameaçada (Fontana et al. 2003). A espécie é considerada Quase Ameaçada (NT) pela IUCN desde 1996 (Rodden et al. 1998). Até 1994 a espécie era considerada Vulnerável. Nos outros países, a situação é pior. Na Argentina, Paraguai e Bolívia, se encontram as melhores populações fora do Brasil. Ainda assim a espécie pode ser considerada Ameaçada (EN), enquanto que no Uruguai e Peru, como no RS, é criticamente ameaçado aparecendo registros somente no norte do país (Uruguai) e no Peru, poucos registros no sudeste do país.